terça-feira, 5 de junho de 2012

TERCEIRO CORDÃO AMARELO OXUM




Oxum na religião yorubá Osún é uma Orixá que reina sobre a água doce dos rios, o amor, intimidade, beleza, riqueza e diplomacia, seu nome deriva do rio Osun, que corre na Iorubalândia, região nigeriana de Ijexá e Ijebu, o Festival de Osun é realizado anualmente na cidade de OsogboNigéria e o bosque sagrado de Osun-Osogbo, onde se encontra o Templo de Osun, é Patrimônio Mundial da UNESCO desde 2005.
Para o Grupo Cativeiro Capoeira, a terceira graduação significa o aprofundamento do praticante nas raízes de sua cultura e os conhecimentos que serão úteis para a manutenção de sua liberdade, este aprofundamento esta relacionado a alusão do rio Osun e suas águas misteriosas.
Dia: Sábado.
Comida Principal: Omolocum, Yapeté
Saudação: Ora Yeo Yeo.
 Ilustração : Aurilda Sanches

SEGUNDO CORDÃO MARROM IANSÃ





Iansã, ou Oyá, é uma divindade relacionada ao ar, principalmente dos ventos e tempestades, seu nome provém do rio de mesmo nome na Nigéria, onde seu culto é realizado e atualmente chamado de rio Níger. È uma Orixá muito autoritária e voluptuosa isso mostra que o praticante já escolheu o seu caminho como capoeirista. Seus instrumentos são uma espada de cobre chamada de ofanje e um erukerê para espantar os eguns, carrega em sua cintura também uns Oguês de búfalo.
Dia: Quarta feira
Comida Principal: Akará, Acarajé
Saudação: Eparreí Oya
Ilustração : Aurilda Sanches

quarta-feira, 11 de abril de 2012

PRIMEIRO CORDÃO VERDE OXÓSSI



Oxóssi, do iorubá Òsóòsì, é um orixá da caça e da fartura, seu habitat é a floresta e seus instrumentos de culto são o ofá (arco e flecha), lanças, facas e demais objetos de caça. É um caçador tão habilidoso que costuma ser homenageado com o epíteto "o caçador de uma flecha só", pois atinge o seu alvo no primeiro e único disparo com tamanha precisão, ou seja, o caminho da Capoeira, Oxóssi é a expansão dos limites, do seu campo de ação, enquanto a caça é uma metáfora para o conhecimento, a expansão maior da vida. Ao atingir o conhecimento, Oxóssi acerta o seu alvo. Por este motivo, é um dos Orixás ligados ao campo do ensino, da cultura, da arte. Nas antigas tribos africanas, cabia ao caçador, que era quem penetrava o mundo "de fora", a mata, trazer a caça, Oxóssi representa a busca pelo conhecimento puro: a ciência, a filosofia isto significa que o aluno encontrou o seu caminho enquanto cabe a Ogum a transformação deste conhecimento em técnica no sétimo cordão, o cordão azul.
Dia: 5ª Feira
Comida Principal: Axôxô
Saudação: Arole, Oke Aro.
No próximo mês a nossa segunda graduação, mais informações será encontrada na apostila do Grupo Cativeiro Capoeira 2012. Um forte abraço à todos,
Axé!!!!!

Ilustração : Aurilda Sanches

segunda-feira, 19 de março de 2012

GRADUAÇÃO

Peço desculpas pelo tempo ausente estendido, mas em 2012 teremos mais tempo de postar no blog. Na ordem cronológica iria colocar a atual graduação do Grupo Cativeiro Capoeira tão comentada em muitos lugares na internet por sua resistência. Para não haver nenhum equívoco este tempo de ausência do blog se fez necessário para que o nosso Mestre Miguel Machado atualizasse a apostila e com muita honra fui incumbido de auxiliar nesta tarefa.
Peço desculpas e muito obrigado por esperarem todo este tempo, e espero que seja de tamanha utilidade a todos do Grupo Cativeiro Capoeira e a todos que prestigiam e respeita este grande grupo.
A graduação da Associação Desportiva e Cultural Grupo Cativeiro Capoeira, teve várias modificações mais sempre obedecendo as normas de seu fundador e presidente nacional e internacional Mestre Miguel Machado que é de manter as raízes da capoeira ligadas as tradições da religiosidade afro brasileira, o candomblé, sendo que cada cor de cordão, representa uma homenagem aos Orixás, ( Deuses do Candomblé na religião africana ) que estabelece as características dos Orixás dentro das fases de cada cordão que o aluno passará nas suas graduações respeitando assim cada fase na capoeira, desta forma o Grupo Cativeiro mantém uma unidade de respeito ao preceito e hierarquia da tradição africana, mantendo as tradições da capoeira em um contexto geral, preservando pelas suas raízes e quebrando preconceitos.
Atualmente o grupo mantém doze graduações com seus respectivos Orixás que constitui da seguinte forma:


1° Cordão Verde Oxossí
2° Cordão Marrom Iansã 

3° Cordão Amarelo Oxum
4° Cordão Verde Amarelo Logun-Edé
5° Cordão Roxo Omolu
6° Cordão Verde Branco Ossain
7° Cordão Azul Ogun
8° Cordão Vermelho e Branco Xangô
9° Cordão Azul e Branco Oxaguian
10° Cordão Branco Bronze Obatalá
11° Cordão Branco Prata Oxalá
12° Cordão Branco Ouro Oxalufan

De mês em mês colocarei as respectivas graduações e seus significados para a capoeira em nosso Grupo, começando assim pelo Orixá Oxossí, representado aqui pelo cordão verde, um forte abraço a todos e muito axé.
Até o próximo mês


Ilustração artista Carybé

domingo, 31 de julho de 2011

GRADUAÇÃO

A formação em Capoeira começa no Brasil com alguns mestres que organizaram a Capoeira num processo de formação em etapas sucessivas,do mais simples ao mais complexo, compondo didaticamente os ensinamentos e as graduações, destacando-se Mestre Bimba.
As graduações foram baseadas nos primeiros mestres de Capoeira, rural e urbana, da Bahia, como Manuel Henrique, Besouro Cordão de Ouro, Manoel dos Reis Machado o Mestre Bimba, Mestre Valdemar da Liberdade, Mestre Traíra, Mestre Pastinha, Mestre Canjiquinha, Mestre Tonho de Maré dentre outros. Mestre Bimba foi responsável pela Primeira Academia de Capoeira do Brasil, organizando as oito sequências da Regional Baiana, Jogo de Iúna e cinturas desprezadas.
O capoeirista era considerado apto quando desenvolvia essas sequências e o Jogo de Iúna, quando entregava um lenço de seda azul, seguindo a tradição da história e cultura afrobrasileira. Assim, a primeira graduação passou a ser de cor azul.As graduações seguintes com os cursos de especialização e aperfeiçoamento, passaram a ter as cores de lenços vermelho e amarelo.
Quatro mestres receberam das mãos do Mestre Bimba o título de Mestre da Capoeira Regional Bahiana: Mestres Edinho, Jair Moura, Miranda e Decânio.
A Capoeira é oficializada como Esporte Nacional por volta de 1970, quando passou a ser possível a organização de apresentações públicas, competições e quando foram introduzidas e oficializadas as graduações de Capoeira no Brasil.
A graduação segue o sistema oficial desportivo do país, das cores da Bandeira Brasileira. Foi adotado a partir disso, as cores em cordas, faixas, cordões e fitas.
paramentas de Orixás*
Particularmente cada grupo adota a sua graduação, cada qual com seu cada qual como diz meu Mestre, a uma grande polêmica referente a graduação do Grupo Cativeiro, não somente com a graduação mas também com nosso estilo, e isso é fato, publicações de livros, teses e internet, não preciso citar nomes bastam procurar e vocês encontrarão até teses sobre o comportamento do Grupo Cativeiro e comentários.
Mestre Miguel Machado percebeu a desassociação da capoeira com a cultura negra e reproduzindo que o sistema colonial que excluío o índio e o negro, adotando novos padrões e esquecendo propositalmente do contexto geral, a cultura geral da capoeira por isso a graduação do Grupo Cativeiro é baseado nas cores de representação aos Orixás.
No próximo mês as características, representatividade e as cores de nossa graduação, um forte abraço à todos.
Axé.....


Desenho Aurilda Sanches

sábado, 11 de junho de 2011

A SEMENTE PLANTADA CAMARÁ

Ser capoeira é muito mais do que aprender a lutar bem!!!
É preciso entender as características da luta e sua origem histórico e cultural..."Mestre Miguel Machado".

Esta frase mostra realmente uma das questões que o Grupo Cativeiro Capoeira defende, não podemos desvincular a capoeira de sua matriz africana, não se pode negar suas características, como se faz em alguns grupos de capoeira que usurpam de nossa cultura sem nenhum fundamento e sem nenhuma raiz.
Temos uma história e um contexto muito valioso para a capoeira, em 1978 este grupo foi fundado e através desta fundação a capoeira de São Paulo foi extremamente beneficiada por estas questões e assim se expandiu pelo Brasil e pelo mundo.
Não temos o discurso de buscar as nossas raízes, nós temos as nossas raízes. Muito obrigado aos Mestres Belisco, Caio, Sidney ( Cidão ), Eli, Rodolfo e principalmente Mestre Miguel Machado que de tanta luta carregou nosso grupo até os dias de hoje.

E como lição de casa vamos também preservar as nossas características, nossas tradições, nossa cultura, nosso estilo, nossa responsabilidade social que sempre tivemos e que a nós foi presenteada pelos nossos ancestrais e mantidas pelos nossos mestres de geração a geração.

Um forte abraço a todos.
Axé!!!!

Foto: de  "Mestre Monteiro em memória " quando toco meu berimbau ouço sua voz, onde quer que você esteja. Axé Mestre!!! Iêeeee....

sexta-feira, 6 de maio de 2011

FUNDAÇÃO DO GRUPO CATIVEIRO CAPOEIRA

O Grupo Cativeiro Capoeira foi fundado em 20 de Abril de 1978, em São Paulo/SP por seis jovens capoeiristas atrelados com as questões maiores da capoeira, são eles: 
Mestre Caio, Mestre Belisco, Mestre Eli, Mestre Rodolfo Mestre Sidney e Mestre Miguel Machado, com o objetivo de criar um grupo para que mantivessem vivas as tradições e resgatasse da Capoeira em todos os seus aspectos e sentidos: cultural, histórico, político, social e principalmente nas questões raciais.
As preocupações desses Mestres não eram somente com a capoeira, mas com tudo que tivesse ligação com a cultura Afro-brasileira sem excluí-las, com o passar do tempo o grupo foi se reduzindo a apenas um Mestre, que com responsabilidade e resistência passou a ser referência e patrono do Grupo Cativeiro Capoeira, seu nome, Mestre Miguel Machado, fundador e presidente nacional e internacional. O Grupo Cativeiro Capoeira desde seu início tem a preocupação com a formação integral do capoeirista, tanto em seu aspecto físico pelo nível técnico do treinamento em capoeira, quanto em seu aspecto moral e político pelo que representa a capoeira, desde suas origens criadas como uma dança e também uma luta e que se manteve como uma forma de resistência da cultura negra no Brasil.
Mestre Miguel Machado preocupava-se com a conotação que a entidade governamental federal, oficial da época, dava, e pretendia enquadrar os capoeiristas que com pretensão maior, queria desenvolver nos capoeiristas um falso nacionalismo, como colocar a graduação de capoeira obrigatoriamente baseada nas cores da Bandeira Brasileira, critérios e conceitos militares; por exemplo: antes de começar as aulas de capoeira nas academias, ou nas rodas realizadas em ruas e praças, todos os alunos se perfilam em posição de “sentido”, em saudação á Bandeira Nacional, gritando “Salve!” e por incrível que pareça, há pessoas desavisadas, que ainda os fazem por que acham que é da tradição da capoeira. Ou pior como a saudação ao Mestre para começar a roda: Em Curitiba (Paraná), o aluno negro tinha que beijar a mão do “Mestre”, em sinal de respeito. infelizmente, hoje em dia, no limiar do ano 2010, século XXI, o oportunismo e escravismo continuam neste país, de Norte a Sul, de Leste a Oeste: falsos mestres, falsos angoleiros, falsos professores, intelectuais, falsos educadores, falsos administradores de capoeira, fazem qualquer negócio com a cultura negra para se realizarem e se dar bem na vida. Mas nós, do Grupo Cativeiro Capoeira lutamos contra essas perversões onde quer que elas se manifestem: a demais, centros de capoeira, ruas, praças, festas de largo, etc.
O Grupo Cativeiro Capoeira segue nesta luta desde a década de 1970, tendo, como objetivo principal: integrar e sociabilizar, respeitando características históricas, sociais, econômicas e culturais de cada um para o negro, branco, índio, pobre, rico, homem, menino e mulher. A capoeira é mantida como um instrumento de defesa da liberdade, por isso no grupo usamos esta frase como lema: "Para não ser cativo de ninguém" um forte abraço a todos.



Professor Grillo